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IA NA CLÍNICA

Transcrição de sessões por IA: o que é permitido (e o que exigir)

Gravar e transcrever sessão envolve consentimento, sigilo e destino do áudio. As regras práticas antes de apertar o REC.

18 DE AGOSTO DE 2026 · 6 MIN DE LEITURA · EQUIPE THERAVUS

A transcrição automática é a porta de entrada da IA na clínica — e é onde o áudio mais sensível que existe (uma sessão de terapia) encontra processamento algorítmico. Dá para usar bem. Dá para errar feio. A diferença está em regras conhecidas ANTES do primeiro REC.

O que está em jogo

Uma gravação de sessão contém: voz identificável de paciente e profissional, conteúdo íntimo, terceiros citados, dados sensíveis em estado bruto. É provavelmente o dado mais delicado que um consultório produz — mais que o próprio prontuário, que já passou pelo seu filtro clínico.

As 5 regras

1. Consentimento específico, prévio e revogável

Não "aceito os termos" genérico: consentimento para gravação e processamento por IA, explicando finalidade (apoiar a documentação), por escrito, revogável a qualquer momento — modelo de cláusula aqui. Paciente não consentiu? Fluxo manual, sem penalização.

2. Finalidade única

O áudio existe para gerar SEU rascunho de evolução. Ponto. Uso para treinar modelos, análise agregada não consentida ou qualquer finalidade secundária descaracteriza o consentimento.

3. Anonimização antes do processamento

Identificadores diretos (nomes, documentos, contatos) removidos/mascarados antes de o conteúdo tocar o modelo. Pergunte ao fornecedor como — resposta vaga é resposta.

4. Retenção mínima

Transcrição gerada e revisada → áudio descartado (ou retido pelo mínimo definido e informado). Acumular horas de áudio bruto "porque sim" é passivo de risco sem função clínica.

5. O texto final é seu, revisado

Transcrição erra — e em saúde mental, um "não" perdido muda tudo. O fluxo termina obrigatoriamente na sua revisão antes de virar registro.

Checklist para qualquer fornecedor

  • Onde o áudio é processado e armazenado?
  • Treina modelos com meu conteúdo? (única resposta aceitável: não)
  • Anonimiza antes? Como?
  • Qual a retenção do áudio? Configurável?
  • A revisão é etapa obrigatória do fluxo?

As respostas do Theravus a essas perguntas estão publicadas no Trust Center — consentimento por paciente, anonimização prévia, zero treino com seu material, revisão obrigatória. É o padrão que recomendamos exigir de qualquer ferramenta, inclusive da nossa.

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