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GESTÃO DO CONSULTÓRIO

Marketing para psicólogos: o que o CFP permite (e o que dá processo)

Divulgar pode — prometer cura, expor paciente e inventar título, não. As regras do Código de Ética aplicadas ao Instagram, ao Google e ao site.

19 DE AGOSTO DE 2026 · 6 MIN DE LEITURA · EQUIPE THERAVUS

O CFP não proíbe marketing — proíbe mau marketing: o que promete, expõe ou engana. A distinção liberta: dá para construir presença digital robusta inteiramente dentro do Código de Ética. O mapa do permitido e do vedado:

Pode (e funciona)

  • Identificação profissional completa: nome, CRP, formação real, abordagem, público que atende — em site, redes e anúncios;
  • Conteúdo educativo sério: explicar o que é ansiedade, como funciona psicoterapia, quando buscar ajuda. É o marketing que mais converte no nicho e o mais alinhado ao Código (função social da informação);
  • Anúncios (Google/Meta): lícitos, com as mesmas regras do restante — identificação, sobriedade, sem promessas;
  • Preço: divulgar valor é permitido; leilão de desconto sensacionalista, não combina com a dignidade da profissão que o Código protege;
  • Site profissional com agendamento: presença própria, área de conteúdo e canal de contato claro.

Não pode (e dá processo)

  • Prometer resultado: "cura da depressão em 8 sessões", "método com 97% de eficácia" — vedação central;
  • Depoimento de paciente: expor relato identificável de quem você atende viola sigilo mesmo com "autorização" — a assimetria da relação contamina o consentimento;
  • Print de conversa, caso clínico identificável, "antes e depois": mesmo problema, em versão pior;
  • Título que não tem: "especialista" exige especialização formal; inflar credencial é infração direta;
  • Diagnóstico por post: conteúdo que induz autodiagnóstico ou "atende" nos comentários cruza a linha do exercício irregular.

A zona cinzenta mais comum: o próprio relato

Falar da SUA experiência como profissional (sem pacientes reconhecíveis) é aceito; compostos ficcionais explicitamente sinalizados, também. A régua: se alguém pode se reconhecer — ou achar que se reconheceu — não publique.

O funil ético que converte

Conteúdo educativo → perfil profissional sólido → site com agendamento fácil → resposta rápida e acolhedora. Sem hack, sem promessa: consistência + facilidade de virar paciente. E cada canal medido (indicador de origem) para investir onde chega gente.

Divulgação em dia, operação também: o Theravus cuida do que acontece depois do clique — do primeiro contato ao prontuário.

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