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PRONTUÁRIO E CFP

Quanto tempo guardar prontuário psicológico (e como arquivar)

Cinco anos no mínimo, contados do último atendimento. As regras do CFP, os casos que estendem o prazo e como arquivar sem risco.

15 DE AGOSTO DE 2026 · 5 MIN DE LEITURA · EQUIPE THERAVUS

A regra base é direta: no mínimo 5 anos, contados do último atendimento (Resolução CFP nº 001/2009). O que gera dúvida — e risco — são os detalhes da contagem, os casos especiais e o descarte.

A contagem que derruba muita gente

O prazo conta do último contato profissional, não do primeiro. Paciente que encerrou em 2022 e voltou para três sessões em 2025? A contagem reiniciou em 2025. Na prática, consultórios com pacientes recorrentes acabam guardando quase tudo por muito mais que 5 anos — e um arquivo que só cresce é exatamente onde o papel falha.

Casos que pedem prazo maior

  • Crianças e adolescentes: entendimento prudente é guardar até a maioridade somada ao prazo regular — um atendimento aos 8 anos pode significar guarda até os 23;
  • Casos com desdobramento judicial conhecido: guarde enquanto houver possibilidade de o documento ser requisitado;
  • Na dúvida, guarde mais: não existe infração por guardar demais; existe por descartar cedo.

Como arquivar bem

O arquivamento precisa garantir três coisas ao longo dos anos: integridade (o documento não se altera nem se perde), sigilo (só quem deve acessa) e recuperabilidade (você acha quando precisa).

No papel, isso significa armário trancado, organização por paciente e proteção contra umidade, mudança e curiosos. No digital improvisado (pastas no Drive), significa quase nada — arquivos soltos não têm trilha nem controle real de acesso. No prontuário eletrônico, significa criptografia, backup automático, trilha de auditoria e busca instantânea — o arquivo de 12 anos atrás aparece em dois segundos, não numa tarde de caixas.

O descarte também tem regra

Vencido o prazo, o descarte deve preservar o sigilo: trituração no papel, exclusão definitiva e registrada no digital. Jogar ficha no lixo comum é violação de sigilo — mesmo anos após o encerramento.

Resumo prático

  1. Conte 5 anos do último atendimento, por paciente;
  2. Estenda para menores e casos sensíveis;
  3. Arquive com integridade, sigilo e busca;
  4. Descarte com o mesmo cuidado com que guardou.

O guia completo das exigências documentais está em Prontuário psicológico: o que o CFP exige.

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