GESTÃO DE CLÍNICAS
Prontuário em clínica multiprofissional: quem vê o quê
Recepção, psicólogos, psiquiatras, gestor: cada função precisa de um acesso — e o sigilo exige que os limites sejam técnicos, não combinados.
Na clínica, o sigilo ganha um problema de engenharia: várias pessoas legitimamente precisam de partes diferentes da informação do mesmo paciente. Resolver "no combinado" ("a recepção sabe que não deve abrir") não é resolver — é esperar o incidente. A resposta é permissão técnica por função.
O mapa de acessos saudável
- Recepção: agenda, contatos, financeiro do paciente. Nunca evolução clínica — o painel da recepção opera a clínica inteira sem tocar em conteúdo de sessão;
- Profissional assistente: prontuário completo dos seus pacientes; dos demais, nada — vínculo terapêutico define acesso, não crachá;
- Compartilhamento entre profissionais (psicóloga + psiquiatra do mesmo caso): acesso recíproco mediante vínculo formal de ambos ao paciente — o cuidado compartilhado pede informação compartilhada, com registro de quem é corresponsável;
- Responsável técnico/gestor clínico: acesso amplo com justificativa funcional (supervisão, auditoria, transferência de caso) — e cada acesso registrado;
- Gestor administrativo: números agregados (ocupação, faturamento, repasses), zero conteúdo clínico.
Os três pilares técnicos
- Perfil de acesso por função — configurado no sistema, não lembrado pelas pessoas;
- Trilha de auditoria: quem abriu qual prontuário, quando. Não é vigilância — é o que permite demonstrar conformidade (e desencoraja a curiosidade);
- Transferência formal de caso: profissional saiu? O caso migra com registro — paciente não fica órfão nem o prontuário exposto.
As situações-limite (defina antes)
- Plantão/cobertura: acesso temporário concedido e revogado com registro;
- Pedido do paciente de restringir informação a um profissional específico: acomode-o — o titular do sigilo é ele;
- Saída de profissional da clínica: acesso revogado no desligamento, no mesmo dia — item de checklist, não de memória.
LGPD costura tudo
Dado sensível + múltiplos acessantes = exatamente o cenário que a LGPD mais cobra: necessidade, proporcionalidade e registro. Clínica que estrutura permissões está implementando a lei na prática — o DPA e a documentação do Theravus cobrem a camada do sistema; o checklist LGPD cobre a sua.
No Theravus para clínicas, os perfis acima vêm prontos e ajustáveis, com trilha de auditoria em cada prontuário. O sigilo deixa de depender de bom comportamento — e passa a ser arquitetura.