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GESTÃO DE CLÍNICAS

Prontuário em clínica multiprofissional: quem vê o quê

Recepção, psicólogos, psiquiatras, gestor: cada função precisa de um acesso — e o sigilo exige que os limites sejam técnicos, não combinados.

19 DE AGOSTO DE 2026 · 6 MIN DE LEITURA · EQUIPE THERAVUS

Na clínica, o sigilo ganha um problema de engenharia: várias pessoas legitimamente precisam de partes diferentes da informação do mesmo paciente. Resolver "no combinado" ("a recepção sabe que não deve abrir") não é resolver — é esperar o incidente. A resposta é permissão técnica por função.

O mapa de acessos saudável

  • Recepção: agenda, contatos, financeiro do paciente. Nunca evolução clínica — o painel da recepção opera a clínica inteira sem tocar em conteúdo de sessão;
  • Profissional assistente: prontuário completo dos seus pacientes; dos demais, nada — vínculo terapêutico define acesso, não crachá;
  • Compartilhamento entre profissionais (psicóloga + psiquiatra do mesmo caso): acesso recíproco mediante vínculo formal de ambos ao paciente — o cuidado compartilhado pede informação compartilhada, com registro de quem é corresponsável;
  • Responsável técnico/gestor clínico: acesso amplo com justificativa funcional (supervisão, auditoria, transferência de caso) — e cada acesso registrado;
  • Gestor administrativo: números agregados (ocupação, faturamento, repasses), zero conteúdo clínico.

Os três pilares técnicos

  1. Perfil de acesso por função — configurado no sistema, não lembrado pelas pessoas;
  2. Trilha de auditoria: quem abriu qual prontuário, quando. Não é vigilância — é o que permite demonstrar conformidade (e desencoraja a curiosidade);
  3. Transferência formal de caso: profissional saiu? O caso migra com registro — paciente não fica órfão nem o prontuário exposto.

As situações-limite (defina antes)

  • Plantão/cobertura: acesso temporário concedido e revogado com registro;
  • Pedido do paciente de restringir informação a um profissional específico: acomode-o — o titular do sigilo é ele;
  • Saída de profissional da clínica: acesso revogado no desligamento, no mesmo dia — item de checklist, não de memória.

LGPD costura tudo

Dado sensível + múltiplos acessantes = exatamente o cenário que a LGPD mais cobra: necessidade, proporcionalidade e registro. Clínica que estrutura permissões está implementando a lei na prática — o DPA e a documentação do Theravus cobrem a camada do sistema; o checklist LGPD cobre a sua.

No Theravus para clínicas, os perfis acima vêm prontos e ajustáveis, com trilha de auditoria em cada prontuário. O sigilo deixa de depender de bom comportamento — e passa a ser arquitetura.

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