GESTÃO DO CONSULTÓRIO
Lista de espera que funciona: cancelamento virando atendimento
O horário cancelado vale dinheiro por poucas horas. Como montar uma lista de espera que converte — manual ou automática.
Um cancelamento com 20 horas de antecedência é um produto perecível: vale uma sessão inteira agora, e nada amanhã. A diferença entre perder e aproveitar é ter uma lista de espera operante — não uma anotação mental de "fulano queria vaga".
Os 4 componentes
1. Captura
Todo interessado sem horário entra na lista formalmente: nome, contato, disponibilidade (dias/faixas), origem. "Te aviso se abrir algo" sem registro é vaga perdida.
2. Priorização
Defina a regra antes do dilema: ordem de chegada? urgência clínica? compatibilidade de horário? A regra escrita evita tanto a injustiça quanto a paralisia na hora H.
3. Velocidade de oferta
O horário de amanhã precisa ser oferecido em minutos, não "quando der". Mensagem direta: "Abriu quinta 14h. Quer?" — com prazo curto de resposta (ex.: 2h) antes de passar ao próximo.
4. Ciclo fechado
Aceitou → agenda atualizada + confirmação enviada. Recusou → próximo da lista, automático. Sem resposta → idem. O fluxo não pode depender de você lembrar de cobrar resposta.
Manual vs automático
Manual funciona até ~2 cancelamentos/semana; acima disso, o custo de operar a lista supera o ganho — e a lista morre. No Theravus, o cancelamento (inclusive o que chega pela resposta do paciente no WhatsApp) dispara a oferta à lista automaticamente, na sua regra de prioridade, e o aceite preenche a agenda sozinho.
O efeito composto
Recuperar 2 sessões/semana = 8/mês = a mensalidade de qualquer sistema paga várias vezes — some isso ao combate às faltas e a agenda passa a render o que ela sempre prometeu. É o vazamento nº 3 da nossa lista de furos financeiros, e um dos mais fáceis de fechar.